Boa noite, a todos! Estou atrasado, mas ainda “a tempo“.
E como dito anteriormente, o nosso post de hoje é sobre o concerto de Reabertura do Theatro Municipal de São Paulo *pat**pat**pat* no último domingo (12/06).
O concerto faz parte das comemorações do Centenário do Teatro, que passou por um longo período de restauração. A imprensa esteve presente registrando, então acredito que os leitores, mesmo sem ter estado na casa no último final de semana, notaram o bom trabalho que foi feito. Aliás, essa coisa de restauração sempre me parece muito mais trabalhosa (e artística) que uma reforma. Talvez o conceito seja esse mesmo, mas… quando comparo a arte feita no palco, com a arte feita na restauração, fico pensando que nem sempre os senhores que ficaram pendurados em andaimes tem o mesmo reconhecimento daqueles que subiram ao palco (isso incui o financeiro) e acho tudo isso muito triste. Entretanto, acredito que a organização do teatro tenha pensado nisso ao exibir o vídeo da restauração antes do início do espetáculo…
E que espetáculo…
Os grupos do teatro mostraram em grande estilo as novas condições da casa.
O Quarteto de Cordas da Cidade estava simpático como sempre. É como se eles conseguissem tomar o público mais íntimo da música… ou ao menos foi o que senti durante o Concerto do Radamés, peça que eu desconhecia até então.
A Orquestra Sinfonica Municipal e o Coral Lírico também voltaram com tudo, mas gostaria de destacar a atuação dos trompistas da orquestra!
O repertório escolhido foi digno da festa celebrada e, acredito, conseguiram mostrar bem as condições do novo palco. Ouvi pessoas comentando que talvez fosse melhor escolher peças mais conhecidas para a reabertura, o que poderia atrair mais público, entretanto, foi um repertório marcante.
O concerto para Quarteto de Cordas e Orquestra de Radamés Gnatalli é tipicamente brasileiro. Muitas vezes, a música brasileira sinfônica, chega a ser “dançante”, com o uso das percussões. Infelizmente, fiquei meio perdido no segundo movimento….
A Suíte Festiva de Ronaldo Miranda trouxe ao programa grande solenidade. O entendimento foi mais fácil, mas isso não tirou da peça o carater festivo. Devo comentar que gostei da parte das trompas dessa peça!
Após o intervalo, tivemos a parte dedicada a música vocal, que contou com a Serenata a Música de Vaughan-Williams, peça com texto adaptado de “O Mercador de Veneza”, de Shakespeare e O grande “Te Deum” de Anton Bruckner. Encerrar o espetáculo com o Te Deum, deixou-me a sensação gratidão a Deus pela reabertura do teatro. Quanto a Serenata a música, forçando uma comparação poética, foi como o presente de dia dos namorados dos grupos do teatro à música.
Vamos acompanhar a temporada 2011 do Municipal e voltaremos com novidades sempre que possivel!
Para encerrar o post, um trecho da Serenata à Música:
“O homem que não tem a música em si mesmo, e também não é movido pela concórdia dos sons doces, está apto para traições, estratagemas e despojos.“