Oi’s! [Oi's é plural]
Bem vindos mais uma vez à esta casa!
Antes de mais nada, a demora para este post deu-se por conta de uma discussão 100% pequitante sobre estética, definições e música eletrônica. Então, aproveitamos todas essas discussões para parar e pensar sobre o blog, e tentar organizá-lo. Temos surpresas para vocês ^^v incluindo especiais aos fins de semana! Estamos estudando bastante pra colocar um conteúdo legal na net, então… contamos com vocês! Continuem lendo e comentando!
Mandei para a revisão o tão esperado tutorial sobre o Grooveshark, a ferramenta que utilizamos para disponibilizar a música pra vocês. Acho que conseguimos publicar ainda amanhã de manhã.
O assunto do post de hoje é fruto de algumas discussões sobre estética e um comentário da Nana-chan [obrigado por comentar!] que falou algo referente a “Músicas Ruins”. Devo confessar que ao ler isso [era ontem de madrugada] meus dedos começaram a coçar pedindo um post novo. Entretanto, eu já tava caindo de sono, então fui dormir. Mas enfim…
Estética, um assunto que há muito tempo é causa de discussão. Quem quiser se aventurar nessa área, os filósofos gregos já discutiam sobre a estética… A busca pelo “bom” e “belo” também está presente na música, e é isso que discutiremos neste post.
As linhas abaixo são uma revisão de um trabalho que fiz no curso técnico em música para a aula de filosofia. Eu não lembro o nome da disciplina, mas acho que a sigla era IFAC =O
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Quando consideramos a estética do ponto de vista racional, temos que o sentido do belo está sempre relacionado a algum modelo pré-existente, seja no mundo das ideias, como defendia Platão, seja algo real que conheçamos. Podemos também analisar a estética relacionando-a aos sentidos, onde é comum achar que os modelos não estejam presentes. Assim, predominariam os “achismos” e, a melhor definição do belo nesse caso se daria pela frase: “É belo porque me agrada”.
Entretanto, mesmo que a verdadeira estética esteja relacionada aos sentidos, não podemos excluir a existência de determinados modelos que definem o conceito de belo. Ora, mesmo que não haja um padrão universão e perfeito de música, temos a influência de nossos valores pessoais, de nossa vivência e experiências pessoais, que acabam moldando um “gosto” que nada mais é que um modelo daquilo que achamos belo. Claro que isso torna o conceito do que é belo extremamente relativo e variante em cada pessoa e em cada momento da vida da mesma.
A partir daqui, iriamos para discussões infinitas sobre os gostos pessoais de cada um. Entretanto, há um fator muito importante para se avaliar a música, tão importante que, para mim, é parte do que define o belo musical, é a honestidade da obra em relação à proposta. Como assim? A expressão “comprar gato por lebre” é o que define melhor meu pensamento. Eu gostaria de tomar liberdade para criticar a música sertaneja. O quanto um estilo pode ser influenciado sem perder sua essência?
Quando penso em música sertaneja, penso imediatamente em Tonico e Tinoco, Tião Carrero e Pardinho, e muitas outras boas duplas sertanejas. Que tinham a proposta de fazer sua arte dentro de uma estética conhecida, enfim… vários fatores poderiam ser enumerados, mas em vez disso, vou colocar algumas canções deles na Rádio.
Entretanto, o que vejo hoje em dia são pessoas se propondo a fazer música numa estética sertaneja, mas que usam guitarras em suas músicas. Mas tudo bem, podemos dizer que foram influênciados pelo Country americano, inclusive depois da Shania Twain [não sei bem quando começou, mas sei que ela usava]. Ok. Mas ainda assim, temos coisas inseridas muito parecidas com nada. Elementos de forró, elementos de rock, elementos de elementos… e chega uma hora que onde ficou a música sertaneja? Por mais que inventemos desculpas, no fim, falta a conexão com a proposta. Então, porque não dar um novo nome?
Enfim, para não me estender muito, vou deixar uma proposta aqui. Pensem sobre os músicos que vocês apreciam. A arte deles está dentro do que é proporto? O que é belo para você? Aliás, foi muito dificil escolher o que tocar hoje no “P/ ler ouvindo”, então quis escolher uma estética bem diferente da que estamos acostumados. Chama-se Om Mani Padme Hung, de Yungchen Lhamo. É uma música do Tibet. E aí? está dentro da sua estética?